terça-feira, 9 de junho de 2009

O NOSSO LEMA ...

Em prol da nossa Cidade e do nosso Concelho, não baixamos os braços, não nos resignamos à estagnação a que nos conduziu 30 anos de (des)governo socialista.
Não baixamos os braços porque São Mamede de Infesta perdeu nos últimos anos mais de 60 % da sua indústria e comércio, conduzindo ao empobrecimento da população.
Não nos resignamos a ser dormitório da cidade do Porto, queremos reaver a pujança e a vida que outrora caracterizaram São Mamede, tornando-a uma importante referência a norte do País.
Queremos uma cidade viva, plena de oportunidades para quem nela centraliza a sua vida, não baixaremos o braços enquanto não devolvermos a São Mamede a importância que lhe é devida.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

"Eu, infiel, me confesso..."


"Sim, votei PS nas últimas legislativas, para nunca mais! Errar é humano, repetir
o erro é burrice!
Sim, fui enganado pela campanha mediática que denegriu o Dr. Santana Lopes!
Sim, imaginei que face aos tempos da denominada “ditadura laranja”, o meu voto
não poderia contribuir para a repetição desses tiques autoritários!
Com fui enganado!!!
Acredito na verdade e seriedade!
E a Drª Manuela Ferreira Leite personifica, para mim, esse exemplo de integridade
e verdade, independentemente de qualquer “conveniência” política de carácter
oportunista e casuística. O nosso país precisa de pessoas que decidam em função das
próximas gerações e não das próximas eleições, com verdade, clareza e convicção.
Sim, acredito que é possível fazer política com verdade!
Hoje, olho por cima do meu ombro, antes de proclamar em voz alta o que penso
e sinto perante as ameaças difusas, o insulto e a delação que se instalaram como regra
de sobrevivência para uns quantos, marginalizando quem ousa pensar diferente.
Nunca fui militante de nenhum partido e nem tenciono vir a sê-lo.
- Armando D. N. Alves, armdam@sapo.pt"
Carta enviada ao PSD, publicada in POVO LIVRE, de 3 de Junho de 2009

sábado, 6 de junho de 2009

Conceito de Esquerda e de Direita

Vou por minhas palavras tentar esclarecer um pouco estes conceitos. Nós sabemos que todas as organizações humanas tendem a ser bipolares, assim divide-se a opinião pública em duas grandes correntes, é um processo natural. Assim, a sociedade portuguesa em termos políticos divide-se entre esquerda e direita.

Procurei definições correctas de o que era esquerda e o que era a direita, o melhor que arranjei(na minha opinião), foi na Internet e são as seguintes frases, uma de Rousseau e outra de Nietzsche, passo a citar os autores, segundo o primeiro, os homens nascem iguais, mas a sociedade é que os torna diferentes, esta é a ideia de esquerda. Para Nietzsche, os homens nascem diferentes e a sociedade é que os torna iguais, isto é o que pensa a direita.

Esta classificação já tem 200 anos e vem do tempo da Revolução Francesa, quando a Assembleia legislativa fica dividida entre os constitucionais( eram moderados e queriam reconhecer os poderes constitucionais do Rei), e os jacobinos que se sentaram a esquerda( são contra a inserção dos poderes reais como constitucionais).

Etimologicamente, a palavra esquerda tem um sentido negativo, em latim é sinistra, pelo contrário a direita está associada ao que é normal, ao que corresponde ao comportamento correcto.
Há outras ideias associadas a direita e esquerda, como reparei no âmbito da minha pesquisa, há o sentido popular de a direita ser mais individualista ou adepta da diferença, enquanto a esquerda será mais colectivista ou partidária da igualdade. Mas, além disso, identifica-se a direita como defensora dos interesses dos patrões e a esquerda como defensora dos interesses dos trabalhadores.

Estas ideias, pelo menos algumas delas estão ultrapassadas, pois prova disso é que os partidos de esquerda quando chegam ao poder abdicam de certos princípios e governam à direita das posições que defendiam quando eram oposição. Vejam o exemplo de Guterres que se dizia adepto de uma terceira via, e que foi acusado de fazer o jogo da direita, ou Tony Blair e Gehrard Schroeder que são casos de políticos de esquerda que governaram na Inglaterra e Alemanha, respectivamente e que se moderaram no exercício do poder.


Mas é verdade dizer que a direita é individualista, que confia mais na sociedade civil, no investimento privado, enquanto que a esquerda é mais colectivista, que desconfia do vulgo interesses privados. Logo se constata que a esquerda é mais adepta de mais impostos, para permitir ao estado maior intervenção, a direita opta sempre por menos impostos, para permitir que a sociedade civil tenha maior iniciativa. Por exemplo é com o PPD-PSD e Cavaco Silva ao governo que aparece o primeiro canal de televisão privado, a SIC.

Assim é de referir que isto é um problema histórico-social do nosso Portugal, pois é de notar que os países semi-monárquicos são mais desenvolvidos que os não monárquicos dentro da União Europeia, assim se vê pela Espanha, pelos Países Baixos( Holanda, Bélgica e Luxemburgo), e pelos países escandinavos, Suécia, Noruega.
Disse um problema histórico porque, durante a época dos descobrimentos e de hegemonia portuguesa no mundo, o comércio das especiarias foi controlado na integra pela nobreza secundada pelo clero, na sua ideia de espalhar a religião católica pelo mundo.
Assim, verificamos que houve um mau aproveitamento da riqueza que vinha para Portugal, e que a nossa burguesia fora incapaz de assumir um papel de relevo nas trocas comerciais, tal como fizera a burguesia holandesa ou inglesa, notar que a companhia da índias ocidental era composta por capital puramente privado e organizava o comércio externo.

Concluo assim que em Portugal há falta de investimento privado, a máquina estatal, desde sempre assume as despesas para com a sociedade, não incentivando o surgimento de investimentos privados, que não os sobre a forma de lobbys.
Espero ter ajudado a simplificar a ideia de esquerda e direita a quem visite este blog.



Bruno Pereira

Francisco Sá Carneiro

Uma breve resenha sobre a vida e a obra de Francisco Sá Carneiro (Porto, 19 de Julho de 1934 - Camarate, 4 de Dezembro de 1980)

"PARTIU MAS NÃO MORREU..."

EUROPEIAS 2009

Sim, sim. Você decide. Votando.
Ao votar nas eleições para o PE, decide quem vai influir no seu futuro e no dia-a-dia de cerca de 500 milhões de cidadãos europeus. Se isso não o(a) preocupa, alguém se preocupará por si - decidindo quem o(a) vai representar na única assembleia pan‑europeia eleita por sufrágio directo. Os deputados eleitos vão moldar o futuro da Europa nos próximos 5 anos. Tenha a Europa que quer! Se não votar, não se queixe...

Teste a sua tendência de voto em http://www.euprofiler.eu

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Sondagens para Matosinhos

A última sondagem, mais alargada a todo o concelho e em maior número de inquiridos, deu o seguinte resultado:

Narciso - 33,10 %

PSD/CDS PP - 28, 70 % (ainda sem candidato)

PS Guilherme Pinto - 20, 20%

Vendo do prisma de o PSD ainda não ter candidato oficial a altura da realização das sondagens, faz crer que ainda tem hipóteses de subir uns degraus se o candidato reunir consenso dentro do concelho de Matosinhos.

Sondagens para as Europeias

Sondagem Renascença/SIC/Expresso para as eleições Europeias

PS - 34,3%
PSD 32,1%
BE - 10,1%
CDU 8,9%
CDS 6,9%

Uma Excelente Tertulia

29 de Maio de 09 fica registado na história do PSD de S.Mamede de Infesta, pois o debate que se estendeu a uma forte intervenção do público, foi muito interessante, e é claro verificou-se uma forte adesão dos sociais democratas, e da população mamedense. Parafraseando o blog do Clube dos Pensadores "Na numerosa assistência maioritariamente feminina estava Guilherme Aguiar que interveio já como futuro candidato à CMM e deixando no ar a ideia que vai escolher para as suas listas ,não homens ou mulheres , mas pessoas. ", assim há que agradecer a companhia do nosso futuro presidente de Câmara e também a sua visita a nossa humilde mas muito acarinhada sede.




Assim, se vê que o núcleo está a trabalhar no sentido de uma vitória nas próximas eleições, as pessoas andam descontentes, não só com a falta de ideias para uma cidade melhor, mas acima de tudo pela falta de vontade dos elementos do PS em melhorar a sua cidade/concelho. Logo o PSD é a única solução para um futuro mais risonho dos cidadão mamedenses.


E o recado já esta a circular internamente quem esta no PSD de S.Mamede como meio para alcançar interesses próprios que se desengane, pois os tempos mudaram, mudou-se a forma de pensar e agir e não se aceita ninguém que não venha na sua mais pura boa fé.



Bruno Pereira

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Fórum Clube dos Pensadores em São Mamede de Infesta

Aproveitamos a oportunidade para o/a convidar a estar presente no próximo dia 29 de Maio de 2009 pelas 21.horas na sede do grupo Dramático e Musical "Flor de Infesta" sita na R. Padre Costa para participar no debate subordinado ao tema "O papel da Mulher na Política".

Evento co-organizado pela Comissão de Concelhia do PPD/PSD de Matosinhos, pela Secção de Núcleo do PPD/PSD de São Mamede de Infesta e com a presença do mentor do Clube dos Pensadores, natural de São Mamede de Infesta.



Bruno Pereira

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A União Europeia e o Tratado de Lisboa

Em vésperas de eleições para o Parlamento europeu, é pertinente dar a conhecer um pouco do Tratado de Lisboa, com as suas consequências.
Nos sabemos que a nossa Europa, esta num processo de transição, com o alargamento em 2004 para 25 países, e com a entrada em 2007 da Roménia e da Bulgária, torna-se praticamente impossível o funcionamento das instituições europeias, nos moldes em que foi constituída, pois as regras de funcionamento que eram para apenas 6 países, hoje em dia são para 27, assim os alargamentos provocaram problemas de eficácia do processo de decisão na Europa.
Neste âmbito, é celebrado entre os estados-membros da União Europeia o Tratado de Lisboa, que altera os tratados celebrados em 1992 e em 1957, ou seja o Tratado da União Europeia e o Tratado de Roma, respectivamente. Assim em 13 de Dezembro de 2007 é assinado este Tratado , que vem com o objectivo de facilitar os processos de decisão.

Assim as principais medidas do tratado são, reduzir as votações por unanimidade, que muitas vezes prolongam a tomada de certas decisões ou provocam cisões entre a comunidade.

O tratado de Lisboa reforça ainda a Europa dos cidadãos, pois traz uma Carta dos Direitos Fundamentais, com valor juridíco vinculativo.

O Conselho Europeu passa a ser eleger um presidente por um mandato de 2 anos e meio,renovável uma vez.

A Comissão será reduzida, como forma de lhe garantir maior eficácia na tomada de decisões, assim em 2014, o número de comissários será reduzido para 2/3 dos estados-membros.

Surge ainda a figura do Direito de Petição, em que os europeus poderão requerer à Comissão Europeia que proponha uma iniciativa legislativa.

Haverá também um maior envolvimento dos Parlamentos nacionais no processo legislativo, visa tal medida assegurar que as decisões se tomem o mais próximo possível dos cidadãos, isto para que a sua acção seja mais eficaz.


Contudo para ser aprovado, tem de ser em primeiro lugar negociado entre os estados-membros, as decisões tomadas tem de ser por unanimidade, todos tem de concordar. Depois de escrito, o tratado é assinado por todos os estados-membros e sujeito a ratificação em cada estado, ratificação que se faz de acordo com as normas internas de cada estado.
Por exemplo: na Irlanda fez-se um referendo, em Portugal há liberdade de escolha entre aprovação parlamentaria ou referendo.
O Tratado só entra em vigor depois de todos os estados-membros o ratificarem.




Bruno Pereira
Psdeuropa.org/tratadolisboa

sábado, 25 de abril de 2009

Social-Democracia

Concepção política saída do marxismo, também designada de "socialismo democrático". Afirmou-se em finais do século XIX:

Defende uma concepção menos interventiva do Estado do Estado.

Aceita a propriedade privada, apostando numa política centrada em reformas sociais caracterizadas por uma grande preocupação com as pessoas mais carentes ou desprotegidas e uma distribuição mais equitativa da riqueza gerada.

A social-democracia, como política gradualista de transformação social, surgiu quando, em finais do século XIX, alguns partidos que se reclamavam do ideário marxista abandonaram esta orientação política. Eduard Bernstein (1850-1932) foi um dos lideres e teoricos políticos que operou esta ruptura no Partido Social Democrata da Alemanha. Bernstein começou por ser um defensor acérrimo das ideias de Marx e Engels, mas após rigorosa análise à evolução das sociedades onde a economia capitalista estava mais desenvolvida, convenceu-se que as teses marxistas estavam erradas. A revolução estava longe de ser nelas uma inevitabilidade histórica, como afirmava Marx. Pelo contrário seria até improvável que ocorressem. A partir de 1897, Bernstein publica um conjunto de artigos e livros onde refuta as teses marxistas:

1. A progressiva miséria dos trabalhadores não se verifica nas economias capitalistas avançadas; 2. As classes médias estavam longe de se dissolverem no proletariado;
3.O aumento da produção em massa das economias capitalistas, acaba por gerar um aumento de produtos para serem consumidos pelos próprios trabalhadores, tornado-os desta forma beneficiários da riqueza dos capitalistas. Em síntese, no capitalismo o seu estado mais desenvolvido, em vez de aumentar a pobreza, gerava uma melhoria do bem estar da população.


Assim sendo, o Partidos Sociais-Democratas em vez de contribuirem para o seu rápido colapso do capitalismo, através de uma revolução social, deveriam actuar no sentido do seu desenvolvimento de forma a garantirem que a distribuição da riqueza gerada se fizesse em prol dos mais desfavorecidos. A Social-Democracia torna-se assim parte interessada no desenvolvimento do próprio capitalismo.
Centrados em políticas reformistas, os sociais-democratas entre as duas guerras mundiais (1914/18 e 1939/45), mostram-se de tal forma conciliadores com o sistema capitalista que acabam por contribuir para o avanço dos regimes totalitários. O caso do Partido Social-Democático da Alemanha foi um caso paradigmático desta atitude.
O grande avanço da social-democracia na Europa, ocorre só depois da IIª. Guerra Mundial, quando os Partidos Socialistas aplicam com grande êxito os seus programas reformistas, em especial na Grã-Bretanha, Alemanha e nos países na Escandinavos. O bem estar alcançado pareceu de súbito confirmar as teses de Bernstein.

Nos princípio dos anos 70 era cada vez mais evidente que estes partidos haviam abandonado há muito a ideia de instaurarem um regime socialista. O Dilema "revolução ou reforma" deixara de fazer sentido. O que os distingue dos Partidos Liberais era sobretudo as suas preocupações de natureza social, nomeadamente com a pobreza e a exclusão social.



Bruno Pereira